Tavira é, sem dúvida, uma das cidades mais bonitas e encantadoras da região do Algarve.
Distribuída pelas duas margens do Rio Gilão, em ruas estreitas rodeadas de casas típicas, Tavira convida a longos passeios a pé para admirar os vestígios de uma história que data do tempo dos romanos e onde os árabes deixaram heranças como as portas de reixa e os telhados de quatro águas.
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| Porta de reixa |
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| Tavira é atravessada pelo Rio Gilão |
O jardim do Coreto é a zona com mais animação, especialmente quando aqui se realizam espectáculos ou eventos. Nesta zona situam-se também o Mercado da Ribeira que é um espaço de animação e lazer e a famosa Ponte Antiga.
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| Jardim do Coreto |
Para além de toda a componente cultural e histórica, Tavira oferece igualmente um património natural de tirar o fôlego, sendo por isso um dos destinos mais completos do Algarve.
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| Salinas |
Praias de Tavira
Nesta parte da Ilha de Tavira existem várias casas de férias, um parque de campismo e equipamentos de apoio, restaurantes e wc.
Na Ilha de Tavira é possível usufruir de um parque de merendas instalado na pequena mata de pinheiro manso, onde ainda se podem observar camaleões, espécie em vias de extinção.
Esta praia possui vigilância durante a época balnear e o acesso é feito de barco a partir do cais das Quatro Águas e/ou de Tavira, no centro da cidade.
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Ilha de Tavira
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Praia do Barril situa-se na Ilha de Tavira, uma estreita língua de areia fina e branca. No acesso à praia, próximo do pequeno aldeamento turístico Pedras d'El-Rei depois de passar uma estreita ponte pedonal é possível realizar um percurso pedonal sinalizado com seis estações de observação, permitindo contemplar a riqueza ambiental da Ria Formosa.
Pelo caminho, muito agradável, pode observar a fauna dos bancos de vaza, especialmente as bocas cava-terra (caranguejo típico destas zonas) que correm a esconder-se nos buracos de lodo , e, mais perto da praia, a vegetação dos extensos campos dunares de onde se liberta um cheiro muito característico a caril, oriundo duma pequena planta chamada perpétua-das-areias.
Também poderá fazer este trajecto (cerca de 1 km) num pequeno comboio turístico que faz o trajecto regularmente durante a época balnear.
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| Comboio turístico na Praia do Barril |
O equipamento turístico da praia foi adaptado a partir de uma antiga armação de pesca do atum e no local ainda se pode ver o casario original e alguns objetos da faina, bem como um conjunto de grandes âncoras que se encontram dispostas no espaço envolvente da praia, ajardinado com plantas das dunas. Esta praia possui equipamentos de apoio aos utentes (restaurantes, bares, wc), bem como vigilância durante a época balnear.
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| Praia do Barril |
Praia da Terra Estreita fica situada diante da Vila de Santa Luzia, na Ilha de Tavira a nascente da Praia do Barril numa zona em que a ilha se estreita resultando numa fina língua de areia. É uma praia mais reservada que as suas vizinhas tornando-se, mais tranquila.
A praia possui equipamentos de apoio aos utentes (bar, wc), vigilância durante a época balnear e o acesso de barco a partir da marginal da Vila de Santa Luzia.
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| Praia da Terra Estreita |
Não possui equipamentos de apoio aos utentes nem vigilância por nadadores-salvadores e o acesso é feito a partir da Praia do Barril ou através de embarcações particulares.
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| Praia do homem nu |
O acesso é feito através de pequenas embarcações de pescadores que se encontram ancorados junto à marginal da Vila de Cabanas de Tavira.
Esta é também uma praia indicada para a prática de windsurf e vela. A praia possui equipamentos de apoio aos utentes (bares e wc) e vigilância durante a época balnear.
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| Ilha de Cabanas de Tavira |
Património Natural
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| Parque Natural da Ria Formosa |
O litoral do concelho de Tavira está integrado no Parque Natural da Ria Formosa, que constitui uma das áreas mais importantes do país para as aves migratórias
Uma das mais raras é a “galinha-sultana”, símbolo do Parque Natural – não se encontra em mais nenhuma outra parte do país.
Dado o elevado potencial produtivo que apresenta, a Ria é, extremamente, importante em termos económicos (constituindo, por exemplo, o maior centro de exploração de amêijoa do país), ecológicos e sociais, sendo de facto a base de sustento de muitas famílias.
Dos habitats aquáticos existentes na Ria Formosa, as salinas e o sapal assumem uma importante expressão em Tavira, sendo que neles podem observar-se um grande número de espécies representativas das zonas húmidas.
São cada vez mais populares os passeios de barco pela Ria Formosa que permitem conhecer quer as ilhas e praias aí existentes, quer observar a fauna e flora que lhe são características.
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| Passeios de barco na Ria Formosa |
O parque de lazer localiza-se na zona do Perímetro Florestal da Conceição de Tavira que teve a sua arborização inicial em 1920, com acácias e eucaliptos.
A paisagem é tão atractiva como diversificada, tanto ao nível da fauna como da flora. O coberto florestal é hoje constituído por acácias, eucaliptos, pinheiro manso, sobreiro, azinheira, cipreste e alfarrobeira.
A fauna apresenta uma oferta rica, não só em aves, como também em mamíferos, répteis e anfíbios e aqui existe uma pequena manada de gamos em semicativeiro que poderá ter a sorte de observar.
Possui ainda quatro percursos pedonais, um parque de merendas, um parque infantil e um observatório de aves aquáticas, sendo um espaço perfeito para estar em contacto directo com a natureza e com aquilo que ela tem de melhor para oferecer
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| Gamos no Parque de lazer de Conceição de Tavira |
A Via Algarviana estabelece a ligação pedestre entre Alcoutim e o Cabo São Vicente (Sagres). Possui uma extensão de 240 quilómetros, sobretudo na serra algarvia, atravessando nove concelhos e vinte e uma freguesias.
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| Via Algarviana |
A Ecovia percorre todo o litoral do Algarve, numa extensão de 214 quilómetros, desde do Cabo São Vicente (Vila do Bispo) até Vila Real de Santo António, atravessando doze concelhos. O percurso do concelho de Tavira é bastante diversificado, poderá desfrutar da beleza da cidade histórica, da Ria Formosa, com as suas espécies de grande valor ambiental, salinas, sapais, fortes, barcos…
Património arquitectónico civil e militar
Local de cruzamento de diversos povos e culturas,fenícios, turdetanos, árabes, judeus .
Após a reconquista cristã foi sede de um concelho influente no reino de Portugal. Terra do Rei e de importância fulcral para os sucessos da expansão portuguesa para o Norte de África nos séculos XV e XVI, viu crescer o seu prestígio político, religioso e económico, permitindo desenvolver uma notável actividade construtiva e artística, de que é exemplo a célebre escola de arquitectura renascentista de André Pilarte, e mais tarde, durante o século XVIII, a actividade do mestre Diogo Tavares de Ataíde.
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| Tavira tem vasto património cultural |
Distintas épocas e culturas marcaram a paisagem, a morfologia urbana, a arquitectura, a arte e o seu desenvolvimento artístico em geral.
E mesmo com algumas calamidades como terramotos, cheias e crises político-sociais , a herança patrimonial sobreviveu, sendo hoje exemplo de uma cidade mediterrânica fortificada, no limite da Europa, de excelência pela qualidade, harmonia e coerência dos espaços urbanos, onde confluem modelos medievais e renascentistas, com um conjunto distinto de imóveis que ilustram várias épocas, usos, estilos artísticos e cambiantes regionais.
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| Ponte Romana de Tavira |
Palácio da Galeria (Monumento de Interesse Público)
É um dos mais nobres edifícios de Tavira. Está situado na Calçada da Galeria, na “vila-a-dentro”, zona mais antiga da cidade e onde estão presentes vestígios das épocas mais remotas. No seu subsolo encontraram-se vestígios atribuídos à presença fenícia nos séculos VII-VI a.C., nomeadamente, um conjunto de poços com formas cilíndricas a que os arqueólogos atribuem significado religioso
A presença de molduras góticas em alguns muros do edifício testemunha o aproveitamento do espaço durante a época medieval.
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| Vestigíos atribuídos à presença fenícia em Tavira |
A partir do século XVI o edifício passa ser uma habitação nobre e nele viveram famílias como Aragão de Sousa, família da nobreza local ligada à defesa das praças lusas do Norte de África durante o século XVI e o Desembargador João Leal da Gama Ataíde, influente magistrado a quem se deve a promoção da grande obra de remodelação barroca do Palácio da Galeria a partir de 1746.
Pela morte dos descendentes do desembargador, e após vários anos devoluto, o Palácio da Galeria passa a pertencer à Câmara de Tavira em 1863 cumprindo diversas funções ao longo de décadas: Tribunal Judicial, Tesouraria da Fazenda Pública, Escola Primária Masculina, Escola Técnica, Gabinete de Apoio Técnico, etc.
Nos últimos anos do século XX o edifício enfrentava graves problemas de degradação, sendo finalmente recuperado pela Câmara Municipal e adaptado para fins culturais, em 2001, segundo um projeto do arquiteto José Lamas.
É actualmente o núcleo central do Museu Municipal de Tavira. Acolhe exposições que abordam a História e a diversidade do património concelhio,e também as novas expressões artísticas da contemporaneidade.
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| Palácio da Galeria |
Ponte antiga sobre o rio Gilão (Monumento de Interesse Público)
As primeiras referências à ponte antiga de Tavira surgem na Crónica da Conquista do Algarve, texto medieval que relata conquista da localidade aos mouros no século XIII. Não obstante, na cidade existe a ideia generalizada de que a construção se deveu aos romanos. Até ao século XVII, de acordo com uma conhecida gravura antiga da cidade, a ponte apresentava uma planta cruciforme em virtude da existência de um grande quebra-mar central, tendo chegado a ser habitada.
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| Ponte antiga sobre o Rio Gilão |
A derrocada da primitiva estrutura, em 1655, determinou a obra de reconstrução que lhe conferiu o seu aspecto actual.
A reconstrução determinou a eliminação do antigo quebra-mar central e a abertura, em seu lugar, de mais um arco, ficando a ponte composta, sob o tabuleiro, com sete arcos alternados por pegões reforçados por talha-mares angulosos. Na parte superior dos contrafortes abrem-se parapeitos murados .
O monumento terá sido palco de confrontos no período de crise dinástica após o reinado de D. Fernando I, entre 1383 e 1385. Foi sobre a ponte que um tal de Gonçalo de Mendonça, de Faro, com outros moradores da mesma vila defensores da causa do Mestre de Avis, se gladiaram com os partidários do rei de Castela, vencendo-os.
O acontecimento é hoje assinalado num pequeno painel de azulejos situado à entrada do tabuleiro.
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| Ponte Romana Tavira |
Arraial Ferreira Neto (Monumento de Interesse Público)
O Arraial Ferreira Neto situa-se no lado nascente da foz do rio Gilão, perto de Tavira, na zona denominada Quatro Águas (confluência do Rio Gilão, Canal de Cabanas, Canal de Tavira e barra de acesso ao mar da ilha de Tavira), perto da Fortaleza do Rato.
O Arraial Ferreira Neto constitui um vestígio de grande importância das actividades económicas da Ria Formosa e da região e um dos poucos testemunhos arquitectónicos das instalações de apoio à pesca do atum de toda a costa algarvia.
O actual conjunto veio substituir as instalações anteriores, demolidas pelo mar no ano de 1943, existentes na praia do Medo das Cascas, na Ilha de Tavira, mesmo em frente ao local onde se localiza agora o Arraial Ferreira Neto.
Em 1943, tendo por base o conceito de uma cidade autónoma onde pudessem viver cerca de 150 famílias, com a sua zona industrial, oficinas e zona habitacional e de lazer. O Arraial era o local onde se concentravam os pescadores e famílias, que durante a campanha aí viviam e cuidavam nas oficinas os materiais e apetrechos necessários à faina da pesca do atum.
Possui ainda um cais de embarque apetrechado com um guindaste manual na foz do rio Gilão.
Com o declínio das capturas de atum até 1970 e 1971, data das últimas campanhas, o Arraial deixa de cumprir a finalidade para que fora destinado, tendo-se convertido mais recentemente em unidade hoteleira (Vila Galé Albacora).
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| Antigo Arraial Ferreira Neto, hoje é uma unidade hoteleira |
O edifício do Mercado da Ribeira situado na Rua José Pires Padinha, foi inaugurado a 30 de junho de 1887.
Antes de ter edifício próprio o mercado realizava-se na Praça da Constituição, actualmente chamada Praça da República, em barracas. A decisão de construir o Mercado é justificada pela necessidade de maior controlo dos produtos transacionados e de melhorar as condições higiénicas.
Dos elementos caracterização, salientam-se os portões duplos em ferro forjado e fundido, os frontões decorados, a cornija e balaustrada que rematam as fachadas Funcionou como mercado municipal até 1999, tendo sido restaurado e reabilitado no ano seguinte, funcionando hoje como espaço de cultura e lazer.
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| Antigo Merca do da Ribeira hoje é um espaço de cultura e lazer |
Casa André Pilarte (Monumento de Interesse Municipal)
Casa quinhentista, situada na Rua Guilherme Gomes Fernandes, de provável autoria do célebre mestre-pedreiro André Pilarte, responsável pela construção da igreja da Misericórdia de Tavira. Actualmente o edifício forma conjunto com a casa confinante construída na segunda metade do século XIX. A Câmara Municipal de Tavira procedeu à sua reabilitação em 2005.
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| Casa André Pilarte |
Castelo e Muralhas de Tavira (Monumento Nacional)
Após a construção de uma muralha fenícia entre os séculos VIII e VII a. C. passaram-se cerca de catorze séculos sem nenhum importante aglomerado urbano formado nas margens do rio Gilão. Os muçulmanos retomam Tavira, em finais do século X ou inícios do XI, construindo o castelo no topo da colina de Santa Maria. Uma das suas funções seria proteger o rio Gilão que permitia o trânsito entre as duas margens, antes da construção da ponte.
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| Vestígios da muralha de origem fenícia |
Ao longo do século XI, aumenta, crescendo em direção ao rio.
Ali fixa-se uma população que aumenta gradualmente, agregando também os muçulmanos vindos do norte em busca de refúgio nas zonas do sul da Península Ibérica.
A uma primeira muralha almorávida, construída, com grande probabilidade, nos finais do século XI ou já no século XII, seguiu-se a reforma almóada (entre 1146 e 1168), período de que datam os seus principais elementos.
São consideráveis os restos dessas muralhas, originalmente construídas em taipa. Desse período pode observar-se no atual núcleo museológico islâmico, na Praça da República, o que resta de uma antiga porta em arco de ferradura que estaria associada a uma torre defensiva.
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| Porta antiga na Praça da República |
Na zona da atual alcáçova, caindo para a rua da Liberdade, conserva-se uma poderosa torre albarrã hexagonal claramente destacada das restantes estruturas e que, apesar de refeita, deve ser colocada em paralelo com outras torres de época muçulmana.
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| Torre Albarrã |
Com a conquista da cidade pelos cristãos, foram feitas obras no recinto muralhado. Na Idade Média, o perímetro amuralhado rondava os cinco hectares,
Perdida a utilidade defensiva serve de cemitério durante a primeira metade do século XIX, conhecendo maior agitação quando uma epidemia de cólera cai sobre a cidade em 1832.
Em 1938 a Câmara de Tavira adquire o terreno do castelo projectando fazer um miradouro e ajardinar o interior da fortaleza. Da iniciativa nasce o Jardim do Castelo.
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| Jardim do Castelo de Tavira |
Forte do Rato, também denominado Forte de Santo António (Monumento de Interesse Público)
Encontra-se situado na Foz do rio Gilão e foi mandado edificar de raiz no reinado de D. Sebastião para proteger a entrada da barra e a cidade de Tavira. Não teve grande utilidade, uma vez que, ainda durante a sua construção, verificaram-se alterações na linha de costa e, consequentemente, na entrada da barra.
Em 1830 é desativado e definitivamente abandonado por ordem do Brigadeiro Governador das Armas do Algarve, Visconde de Molellos, que o considera demasiado dispendioso de manter ou ligar por terra.
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| Forte do Rato |
Por volta de 1780, devido à transferência do Regimento de Infantaria de Faro para esta cidade, aumenta o número de efectivos militares em Tavira.
O Quartel da Atalaia, um dos mais antigos do país, é iniciado em 1795, de acordo com a inscrição lapidar acima do arco da entrada principal. A construção foi interrompida pouco depois, sendo retomada em 1856, depois de atenuados os efeitos de uma conjuntura politica e economicamente desfavorável, de invasões francesas, permanência da corte no Brasil e de crises politicas que conduziram à implantação do Liberalismo e à Guerra Civil. Entretanto os militares acolhiam-se em casas particulares até que, em 1835, na sequência da extinção das Ordens Religiosas, é entregue ao exército o antigo Convento de Nossa Senhora da Graça. Aí, rapidamente adaptaram os militares as antigas estruturas religiosas a aquartelamento militar.
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| Quartel da Atalaia |
Situa-se em Cabanas de Tavira e foi mandado edificar em 1670 pelo Capitão Geral do Reino, o Conde de Vale de Reis, para reforçar a proteção da barra da Ria Formosa e o acesso ao porto de Tavira. A história da edificação da fortaleza está, aliás, documentada numa inscrição colocada sobre a porta de entrada, que indica ter sido também o conde quem impulsionou a reconstrução da ponte de Tavira no século XVII. Com o assoreamento da ria e o desvio da barra para nascente, a fortaleza da Conceição perdeu as suas funções militares, tendo o seu espaço sido adaptado, recentemente, a Turismo da Natureza.
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| Forte de São João da Barra |
Património Religioso
É notável o conjunto de arquitectura religiosa que a cidade possui. Apesar de não ter sido escolhida para sede do Bispado do Algarve no século XVI, quando Silves se encontrava em decadência, Tavira manifesta uma enorme sensibilidade religiosa, construindo inúmeros centros de devoção, o que é igualmente sinal da sua importância e prosperidade aos longos dos séculos.
Hoje em dia são vinte e uma igrejas. Com efeito, ainda mal terminara a conquista do lugar pela Ordem de Santiago e já este contava com as matrizes de Santa Maria e de Santiago, em resultado do aproveitamento e adaptação das antigas mesquitas árabes.
Antigo convento de Nossa Senhora da Piedade (ou das Bernardas)
Tavira na primeira metade de Quinhentos, com importante aumento populacional e próspero comércio com o Norte de África e novas terras das “Descobertas”, fundou este convento em 1509, por iniciativa de D. Manuel I, em agradecimento pelo levantamento do cerco mouro a Arzila. Duas décadas depois, foi entregue, por D. João III ao Bispo do Algarve, D. Fernão Coutinho. Este, por sua vez, cedeu-o a monjas da ordem de Cister, que aí se mantiveram até ao século XIX. Depois de extinto, em 1862, o convento de Nossa Senhora da Piedade foi vendido em hasta pública e convertido em fábrica de moagem, iniciando-se nessa altura um processo de gradual descaracterização do edifício. Recentemente recebeu obras de adaptação a condomínio privado.
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| Antigo Convento das Bernardas |
Situada na Rua da Liberdade, a sua origem remonta a 1648, altura em que foi criada a Confraria de Nossa Senhora da Consolação dos Presos. Situava-se junto à antiga Porta da Alfeição e da antiga cadeia de Tavira, ambas demolidas em 1918.
A confraria de Nossa Senhora da Consolação dos Presos dava apoio moral e espiritual aos reclusos da antiga cadeia. Segundo a tradição, era aqui que os condenados passavam as últimas horas de vida.
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| Capela de Nossa Senhora da Consolação |
Em 1497, após expulsão dos Judeus, D. Manuel I ordenou a extinção das sinagogas e sua conversão em igrejas ou em edifícios para outros fins. Daqui resultou a desocupação do espaço mais tarde aproveitado pela Ordem de Santo Agostinho para fundar o seu convento, em 1542, . As obras, não se iniciaram antes de 1569, os primeiros anos de vida da instituição foram marcados pela figura de Frei Valentim da Luz, prior do convento e intelectual que assumiu posições protestantes, tendo acabado acusado pela Inquisição e morto num auto de fé em Lisboa.
No século XVIII o edifício é alvo de nova e ambiciosa campanha de obras iniciada, em 1749, sob a direção do arquiteto algarvio Diogo Tavares e Ataíde,
A partir de 1834, com a extinção das ordens religiosas, o edifício ficou afecto ao Ministério da Guerra que aqui instalou unidades militares. Mais recentemente foi adquirido pelo município e cedido às “Pousadas de Portugal”, que o reabilitou para funções hoteleiras em 2006. Esta obra possibilitou a intervenção arqueológica no espaço, processo que permitiu a abertura de um núcleo museológico composto por vestígios de um bairro islâmico
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| Antigo Convento de Nossa Senhora da Graça |
Ermida de Nossa Senhora das Angústias (ou do Senhor do Calvário) (Monumento de Interesse Municipal)
Está situada no Sítio de S. Pedro e remonta à primeira metade do século XVII. No dia da padroeira (15 de Setembro) concentrava grande número de devotos oriundos de vários pontos do Algarve e mesmo da Andaluzia, fazendo-se uma grande festa religiosa e arraiais que duravam três noites. A fachada foi reconstruída nos finais do século XIX, adquirindo o seu aspecto actual
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| Ermida de Nossa Senhora das Angústias |
Está situada no Largo de Santa Ana e remonta à Idade Média, sendo um dos templos mais antigos de Tavira, e o seu padroado pertenceu à Ordem de Santiago.
A criação do cargo de governador do Algarve durante o século XVI e a promulgação do seu regimento em 1624, que determinava para sede do governo provincial as cidades de Lagos e de Tavira, veio a alterar o destino desta ermida. O templo passou a funcionar como capela privativa do governador, integrada no seu palácio. No século XIX, com a extinção do cargo de governador do Algarve, o palácio, com o templo incorporado, esteve na posse do exército até ser adquirido pela Câmara de Tavira em 1936. Pouco depois, procede-se à demolição de parte significativa das instalações militares que estavam unidas ao templo, ficando o mesmo novamente isolado.
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| Ermida de Santa Ana |
Ermida de São Lázaro (ou de Nossa Senhora do Livramento)
Localizada na Rua Almirante Cândido dos Reis, de origem medieval (século XV), consta que este templo estava associado a um antigo hospital de leprosos situado na periferia da vila. A sua reconstrução dá-se em 1698, período em que o templo era essencialmente frequentado por pescadores e mareantes devotos de Nossa Senhora do Livramento, como testemunham, aliás, os vários ex-votos aí expostos.
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| Ermida de São Lázaro |
Ermida de São Pedro
Situada no Sítio de São Pedro e remonta à primeira metade do século XVII. Era um local de peregrinação para os tavirenses, especialmente no dia de São Pedro (29 de Junho).
O portal foi substituído no século XIX e apresenta uma insígnia alusiva a São Pedro.
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| Ermida de São Pedro |
Ermida de Santa Margarida
Está situada no sitio de Santa Margarida e as suas origens remontam aos finais do século XVII, sendo então administrada pela confraria de Santa Margarida.
A fachada foi remodelada no século XIX, mantendo-se o primitivo portal. O interior apresenta somente um modesto retábulo oitocentista.
Ermida de São Roque
Fica situada no Largo do Cano e pertenceu à confraria de São Roque, sendo inicialmente um templo tardo-gótico, quinhentista, período em que o culto a São Roque em Portugal conheceu grande impulso. A reconstrução do templo em meados do século XVIII atribui-se ao arquiteto Diogo Tavares de Ataíde, tendo este alterado a configuração da igreja, introduzindo-lhe formas barrocas
A Câmara Municipal de Tavira adquiriu o edifício em 1935, para arrecadação de materiais, tendo, mais recentemente, promovido a sua reabilitação em 2016/17.
Ermida de São Sebastião (Monumento de Interesse Municipal)
Fica situada na Rua da Comunidade Lusíada e tem origem medieval, esta ermida está dedicada ao culto do santo mártir romano tido como advogado contra as epidemias e contágios. O templo foi reedificado em 1745, sob a direção dos mestres Diogo Tavares de Ataíde, Manuel Aleixo e Jacinto Pacheco. De pequenas dimensões, o templo adota uma planta simples de nave única, capela-mor e sacristia retangulares, em consonância com o “estilo chão”.
Fica situada na Travessa da Fonte, Rua da Galeria, na Vila-a-dentro, junto a Porta D. Manuel I, a igreja edificada entre 1541 e 1551 é considerada a mais notável expressão renascentista do Algarve.
As características renascentistas estão bem patentes na composição e decoração do pórtico principal, em arco de volta perfeita, decorado com motivos inspirados em gravados italianos, rematado por um admirável conjunto escultórico que integra a imagem de Nossa Senhora da Misericórdia, ao centro, ladeada pelas figuras de São Pedro e São Paulo e pelas armas do reino e da cidade.
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| Fachada igreja da Misericórdia em Tavira |
A prosperidade da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo de Tavira, fundada em inícios do século XVIII, traduziu-se na construção de um templo solene para promoção do ideal carmelita: alcançar a perfeição cristã, fomentando o bem da Igreja e a salvação das almas, com especial devoção e oração à Virgem do Carmo.
Iniciado em 1747, o templo é um dos mais sumptuosos do Algarve. Foi projetado perpendicularmente à igreja do convento dos frades carmelitas descalços, que também pela mesma época se encontrava em construção. Fora, aliás, a Ordem Terceira que anos antes solicitara aos responsáveis pelos carmelitas descalços da Província de Portugal a fundação de um convento em Tavira, tendo em vista construir em anexo o seu próprio templo.
Em resultado da união destas duas igrejas carmelitas, o acesso público ao templo dos terceiros é feito pelo lado Sul do transepto, a partir do Largo do Carmo, enquanto a porta situada na extremidade da nave comunicava com a igreja conventual.
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| Igreja Nossa Senhora do carmo em Tavira |
Igreja de Nossa Senhora da Ajuda (ou de São Paulo)
Situada na Praça Dr. António Padinha a antiga igreja conventual dos frades eremitas de São Paulo, erguida a partir de 1606 dentro dos valores do austero “estilo chão”.
Com a extinção das ordens religiosas em 1834, o convento e a cerca foram vendidos em hasta pública e a igreja entregue à confraria de Nossa Senhora da Ajuda e, posteriormente, à paróquia de Santa Maria.
Hoje sobrevive apenas a igreja
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| Igreja Nossa Senhora da Ajuda |
Igreja matriz de Santa Maria do Castelo (Monumento Nacional)
Situada no Largo Dr. Jorge Correia. A tradição afirma que este templo terá sido construída sobre a antiga mesquita entre os séculos XIII e XIV, após a conquista de Tavira pela Ordem de Santiago (1242), facto indiciado quer pela sua localização, em plena colina, dentro das muralhas e diante a da antiga alcaçova; quer pela sua ligeira desorientação canónica (a nordeste), diferenciando-a da generalidade das igrejas medievais (voltadas a nascente), fruto da provável adaptação da estrutura da antiga mesquita.
O templo que hoje conhecemos é o resultado de múltiplas intervenções ao longo dos séculos. Mantém-se a identidade gótica do templo, vinda do século XIII, mas foram numerosas as campanhas construtivas e decorativas que se sucederam no edifício, com destaque para o Manuelino, Barroco e Neoclássico.
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| Igreja Matriz Santa Maria do castelo |
Parte importante da camada popular de Tavira nos séculos XV e XVI era composta por pescadores e mareantes, os quais se agregavam na Corporação do Corpo Santo, vulgarmente conhecida por Compromisso Marítimo. De carácter religioso, esta associação de solidariedade corporativa ou confraria zelava pela regulação e arbitragem de aspectos profissionais da classe e planeava a assistência na doença, velhice, invalidez e pobreza relativamente aos seus membros.
A corporação de Tavira desde o século XV, assumiu a necessidade de edificar uma casa que refletisse, em justa medida, o prestígio e a relevância da classe dos pescadores e mareantes da cidade.
Nada resta, praticamente, desse primitivo templo quatrocentista, o qual se renova pela riqueza e modernidade das propostas estéticas do Renascimento durante o segundo quartel do século XVI.
O sismo de 1755 causou danos ao edifício, forçando o seu restauro e reconstrução parcial pelo célebre mestre algarvio Diogo Tavares e Ataíde, em 1756. Foi então restaurado o templo com manutenção da capela-mor, reconstrução das paredes da nave e atualização de linguagem no novo pórtico.
Os danos infligidos pelos sismos, as intervenções de reparação do templo e as naturais mudanças de gosto artístico destruiram grande parte das obras quinhentistas que ali subsistiam, fazendo com que o seu estilo se actualizasse, essencialmente, dentro dos moldes do barroco setecentista.
De salientar a valiosa pintura de perspetiva ilusionística do teto da igreja, obra executada pelo tavirense Luís António Pereira em 1765 e uma das raras e mais importantes peças deste estilo artístico na província algarvia.
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| Igreja Nossa Senhora das Ondas |
Igreja do antigo convento de Santo António dos Capuchos
Situado na Rua de Santo António, o convento iniciado em 1612 pelos frades capuchos da Província da Piedade no local de uma antiga e desaparecida ermida de Nossa Senhora da Esperança.
Do antigo convento, destaca-se o claustro, de grande sobriedade, com três arcos por banda assentes em pilares de secção quadrada.
Situa-se nas proximidades das muralhas medievais. A igreja, juntamente com as restantes divisões conventuais, era um dos mais preeminentes edifícios do Algarve medieval. O convento fundado pelos franciscanos entre 1250 e 1330 foi assolado por diversas catástrofes, de que se salientam os terramotos (1722 e 1755), uma derrocada (1840) e um pavoroso incêndio (1881).
Atualmente é um edifício complexo, com várias intervenções ao longo da sua história. Conserva ainda interessantes vestígios medievais e um antigo cemitério.
No jardim camarário anexo ao templo conservam-se duas capelas góticas que pertenceriam à igreja conventual, com cobertura em abóbada de cruzaria de ogivas assente em capitéis decorados com motivos vegetalistas.
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| Antigo Convento de são francisco |
Este templo tem origem no século XV e pertencia ao antigo Hospital Real do Espírito Santo. Foi reconstruído a partir de 1752, simultaneamente com as instalações hospitalares, por deliberação de D. João V e sob a responsabilidade do mestre farense Diogo Tavares de Ataíde.
No interior a igreja apresenta como particularidade a sua nave octogonal de lados desiguais, conferindo um certo dinamismo barroco aos alçados do templo. Integra-se numa tipologia, rara no Algarve, que tem como modelo, entre outras, a igreja lisboeta do Menino Deus (1712).
O terramoto de 1755 provocou danos na igreja e hospital durante a reconstrução, tendo esta se arrastado até 1768.
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| Igreja do Hospital do espírito Santo |
Igreja matriz de Nossa Senhora da Luz (Monumento de Interesse Público)
Situada na Luz de Tavira, os indícios apontam para a ação de André de Pilarte como construtor da igreja de Nossa Senhora da Luz de Tavira, formado no grande estaleiro manuelino dos Jerónimos, é o principal responsável pela existência de um foco renascentista no Sotavento algarvio.
A fachada principal foi alterada na segunda metade do século XVIII, na sequência do terramoto de 1755.
O portal principal, aberto para o amplo rossio fronteiro à igreja, é uma obra de carácter cenográfico que revela bem a cronologia e a qualidade do seu arquiteto.
O Rossio da Igreja de Nossa Senhora da Luz é um espaço público modelado aquando da construção da igreja, mas onde se reflectem bem as diferentes épocas de construção e de expansão da vila.
O espaço central, de planta retangular desenvolve-se a partir do adro da igreja, é ocupado por um jardim. Nos limites ocidental e Norte, habitações de piso térreo definem este espaço, subsistindo ainda algumas do séc. XIX.
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| Igreja Matriz Luz de Tavira |
Igreja Matriz de Santa Catarina da Fonte do Bispo
Situada em Santa Catarina da Fonte do Bispo, situa-se no centro da aldeia e remonta à primeira metade do século XVI, na sequência da elevação do sítio da Fonte do Bispo a sede de freguesia.
Na fachada principal destaca-se o pórtico, de recorte e composição idênticos ao do portal lateral da Misericórdia de Tavira. A sua decoração está sobretudo relacionada com Santa Catarina e com a gramática decorativa renascentista.
O remate da fachada principal, com dinâmicas formas barrocas, denuncia a ocorrência de obras no templo durante o século XVIII.
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| Igreja Matriz Santa Catarina da Fonte do Bispo |
Igreja matriz de Santo Estêvão
Situada na Rua da Igreja em Santo Estevão, no centro da aldeia, teve origem numa pequena ermida tardo-medieval dependente da freguesia de Santiago de Tavira.
Remonta ao século XVI, sendo reconstruída no a partir de 1707 por ordem do Bispo D. António Pereira da Silva, alterando-se então o seu aspeto original. No século XIX, provavelmente em 1846, foi remodelada a fachada principal, e mais tarde, em 1903, o portal principal.
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| Igreja Matriz de Santo Estevão |
Situada na Rua D. Paio Peres Correia, remonta à segunda metade do século XIII, já existindo em 1270, ano em que o rei D. Afonso III doa o padroado desta igreja ao Bispado de Silves.
É a matriz da paróquia de Santiago e considera-se que ocupou o lugar da antiga mesquita menor de Tavira. A fachada principal apresenta um exuberante medalhão setecentista que exalta a figura do padroeiro São Tiago, representado como guerreiro, recordando a lenda da sua milagrosa aparição numa batalha travada durante a reconquista cristã.
O templo foi muito danificado pelo terramoto de 1755, tendo a sua reconstrução demorado vários anos devido à falta de meios da paróquia.
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| Igreja Matriz de Santiago |
Património arqueológico
Monumento megalítico funerário formado por treze esteios fincados na vertical. Foi construído no IV-III milénio a.C.
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| Anta da Masmorra |
Monumento megalítico funerário formado por doze esteios fincados na vertical. Construído no IV-III milénio a.C.
Núcleo Arqueológico do Bairro Almóada (Pousada do convento de Nossa Senhora da Graça)
As intervenções arqueológicas efectuadas no âmbito da adaptação do convento da Graça a pousada puseram a descoberto vestígios de um bairro islâmico do século XIII formado por treze casas, ocupando o lado poente da antiga cerca conventual. Parte deste bairro foi preservada e musealizada podendo ser fruída pelos visitantes da pousada desde 2006.
Gastronomia
Tavira e Portugal na lista representativa do Património Imaterial da Humanidade com a candidatura da Dieta Mediterrânica.
A aprovação teve lugar no dia 04 de Dezembro de 2013, no Azerbaijão, na 8ª. Sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Imaterial da UNESCO, onde está representada a Câmara Municipal de Tavira. Portugal teve Tavira como a sua comunidade representativa
Subscreveram esta candidatura transnacional sete Estados com culturas mediterrânicas milenares: Portugal (Tavira), Chipre (Agros), Croácia (Hvar e Brac), Grécia (Koroni), Espanha (Soria), Itália (Cilento) e Marrocos (Chefchaouen).
A “Dieta Mediterrânica”, com origem no termo grego “daiata”, é um estilo de vida milenar, um modelo cultural resultante da sabedoria ancestral, transmitida de geração em geração, o qual abrange técnicas e práticas produtivas e extractivas, nomeadamente, de agricultura e pescas, formas de preparação, confecção e consumo dos alimentos, festividades e convivências, tradições orais e expressões artísticas.
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| Dieta mediterranica |
A gastronomia está intimamente ligada à história e às características geográficas e sociais de uma região, de cariz mediterrânico. No passado, Tavira foi um importante porto de pesca, sendo a captura e transformação do atum, até cerca de 1950, uma das principais atividades económicas.
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| O atum está presente na gastronomia local |
A DIETA MEDITERRÂNICA traduz uma cozinha de simplicidade através dos seus produtos frescos e da época, o que faz dela uma cozinha de sabores.
A rica e saborosa cozinha tavirense oferece variados pratos, tais como a sopa, arroz ,ou feijoada de lingueirão, o arroz de polvo, as lulas ferradas, o famoso arjamolho, as ervilhas e as deliciosas caldeiradas assim como os diversos peixes grelhados na brasa.
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| Feijoada de lingueirão é uma das especialidades |
Nas zonas mais interiores o javali, galo do campo, açorda de galinha, borrego, porco, veado, cozido de grão
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| Açorda de galinha |
Devidamente acompanhados por vinhos da região e, para finalizar, não deixe de degustar a famosa aguardente de medronho.
Doçaria
As deliciosas sobremesas com figos e amêndoas, os Dons Rodrigos e os morgados também estão entre os doces preferidos. Sem falar dos deliciosos doces feitos à base de amêndoa, gila, alfarroba, figo e com os folhados de Tavira.
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| Folhados de Tavira |
Alojamento
Tavira tem uma vasta oferta de alojamento quer seja na cidade ou espalhado um pouco por todo o concelho. Maria Nova Lounge Hotel-Adults Only, Vila Galé Tavira, Vila Galé Albacora, Pousada do Convento de Tavira, Hotel Rural Quinta do Marco, Quinta da Lua, Quinta dos Perfumes, Ozadi Tavira Hotel, São Paulo Boutique Hotel, Golden Club Cabanas, Cabanas Apartments Sea View são algumas opções entre muitas.
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