O Algarve desconhecido!
No interior
do Sotavento algarvio, longe da agitação do litoral, na margem do Rio Guadiana que faz fronteira natural com Espanha.
A paisagem imponente do rio convida-o a passear pelas ruas da vila,
descobrindo em cada recanto a riqueza histórica e cultural herdada de
povos e civilizações que passaram por esta região e deixaram marcas e
influências ainda hoje visíveis no património.
Em Alcoutim as temperaturas são
altas e o tempo passa devagar pois embora haja muito o que fazer, as gentes da terra e as lindas paisagens inspiram-nos uma paz que nos faz esquecer o relógio .
Principais atracções
A praia fluvial do Pego Fundo é actualmente uma das maiores atracções turísticas do concelho de Alcoutim.
Situada a cerca de 500m do centro da vila de Alcoutim, na Ribeira dos Cadavais, muito próxima da foz com o Rio Guadiana.
Encontra-se bem equipada com infraestruturas e serviços.
Dispõe de um apoio de praia com bar, WC, duches, parque de estacionamento, acessos adaptados para pessoas com mobilidade reduzida, um parque de merendas com cobertura e mesas de madeira, campo de voleibol e uma área para actividades lúdicas e desportivas.
É vigiada durante a época balnear e está equipada com um posto de primeiros socorros.
A água que abastece a praia do Pego Fundo provém da albufeira de Alcoutim e é renovada diariamente, chega atingir temperaturas de 28ºC.
Ostenta desde 2005 a bandeira que a qualifica como praia acessível.
O município de Alcoutim organiza durante todo o ano eventos na área do desporto, nomeadamente actividades relacionadas com a natureza com é o caso das marchas-passeio, existem vários trilhos com sinalização do percurso.
Muitos turistas que procuram actividades na natureza são atraídos a Alcoutim pela Via Algarviana, um caminho pedonal com cerca de 250km que liga Alcoutim ao Cabo de S. Vicente, com a maioria do seu trajecto pela serra algarvia.
O primeiro sector deste percurso da Via Algarviana, entre Alcoutim e Balurcos tem cerca de 24km de extensão e inicia-se junto ao cais de Alcoutim, atravessa a vila e
dirige-se para Norte. Desenvolve-se, inicialmente, ao longo do Rio Guadiana, por um caminho
plano, a baixa altitude, durante o qual se pode apreciar a beleza do
vale por onda passa este grande curso de água. A paisagem é dominada
especialmente por espaços rurais de sequeiro (amendoeiras, figueiras,
oliveiras), muitos deles ainda activos.
Neste percurso da Via Algarviana, algures no meio da serra algarvia, encontram-se Os Menires do Lavajo. Um dos raros monumentos megalíticos pertencentes à Pré-História que são dignos de serem vistos e nas melhores condições, correspondem ao período de transição entre o neolítico final datado de 3.500 a.C. e o calcolítico inicial datado de 2.900 a.C. São apresentados ao visitante como os monólitos de maiores dimensões no
território português, com uma medida de três metros e catorze
centímetros.
Os trabalhos arqueológicos realizados na freguesia de Martim Longo revelaram uma
importante ocupação no período Calcolítico, com escassos vestígios de
uma anterior presença durante o Neolítico, da qual há a destacar a Anta da Castelhana. Localizada na fronteira com o concelho de Tavira.
A cerca de 10 km a sul de Alcoutim encontram-se as Ruínas do Montinho das Laranjeiras.As ruínas deste local ficaram a ser conhecidas após a grande cheia do
Guadiana, no ano de 1876. Em Março do ano seguinte o arqueólogo Estácio
da Veiga realizou no local a primeira escavação e concluiu estar perante
uma villa romana. A continuidade da investigação, a partir dos anos 90 do século
seguinte, revelou que as ruínas do Montinho das Laranjeiras incluem três
áreas distintas - a pars fructuaria, de época romana, a ecclesia visigótica e os buyut, islâmicos. O local teve, como tal, uma larga ocupação desde o século I a.C. até ao século XI/XII d.C.
Reservas de caça
A caça a espécies como a perdiz, a rola, o coelho, a lebre, o javali e a raposa é praticada na região desde tempos imemoriais.Talvez pelas raízes culturais, após a Lei da Caça ter permitido a
criação de Zonas de Caça Associativas e Turísticas, a sociedade civil de
Alcoutim manifestou grande dinamismo associativo e empresarial.Alcoutim é um dos concelhos do país com maior apetência para a prática cinegética.No Algarve é o concelho mais cinegético, possuindo quase metade das zonas de caça turísticas existentes na Região.
A caça já representa uma importante fonte de emprego, directo e indirecto, no concelho, assim como uma considerável entrada de receitas.
Por outro lado, tem contribuído para o aumento do fluxo de visitantes,
facto que por si só justifica o apoio que a autarquia tem prestado a
esta actividade.

Actividades no Rio Guadiana
Graças à sua localização estratégica na margem do Rio Guadiana a Vila de Alcoutim reúne todas as condições para a prática de actividades ligadas ao rio como a canoagem ou mesmo de passeios turísticos e de lazer. Existem empresas privadas a fornecer estes serviços.
Também o serviço marítimo de transporte para a vila espanhola situada na margem oposta do Rio Guadiana, Sanlucar de Guadiana é assegurado por uma empresa privada.

Património histórico, cultural e religioso
O Castelo "Velho" de Alcoutim é uma estrutura defensiva do período
islâmico, edificada entre os séculos VIII e IX, tendo sido abandonada no
século XI/XII, num período de instabilidade criada pelas revoltas
locais que assolaram a região. Localiza-se a 1 km para norte da vila de
Alcoutim, numa zona sobranceira ao rio Guadiana, no cerro de Santa
Bárbara.
A Igreja Matriz de S. Salvador em Alcoutim foi construída em meados do século
XIV com apenas uma nave. Na segunda metade do século XVI, a Igreja
foi reconstruída sob o patrocínio dos Condes de Alcoutim, ficando
com três naves, quatro tramos e capitéis com ábacos curvos. O portal
principal, as colunas, as bases e os capitéis vieram de Tavira e
pensa-se que tenham sido executados na oficina do mestre pedreiro André
Pilarte.
A Igreja da Misericórdia construída em Alcoutim no século XVI. Possuía capela-mor e um altar com pintura a imitar o mármore, do tempo de D. João VI. Junto à porta principal possui uma placa indicando a altura a que chegou a água do Rio Guadiana aquando das grandes cheias em 1876.
Castelo da Vila de Alcoutim, a sua construção iniciou-se no reinado de D. Dinis,
no século XIV, para defender a fronteira e controlar o comércio no Rio
Guadiana. A sua função militar manteve-se até 1878. No ano de 1960, o monumento foi alvo de intervenção de consolidação e
restauro por parte da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). A partir de 1992, a Câmara Municipal procedeu a um
projeto de revitalização do castelo, o que resultou na sua classificação
como Imóvel de Interesse Público por Decreto de 30 de Novembro de 1993. Uma visita ao castelo permite apreciar uma magnífica panorâmica sobre o
rio Guadiana, a vila de Alcoutim e a aldeia espanhola de Sanlucar de Guadiana.
Dentro do Castelo de Alcoutim poderá também visitar
Núcleo museológico de arqueologia onde estão patentes exposições do património arqueológico do concelho de
Alcoutim, que têm como fio condutor um percurso histórico que se
iniciou há mais de 5.000 anos. Locais e objectos impregnados de uma
memória milenar procuram transmitir culturas e saberes que, num passeio
mais ou menos longínquo, se cruzam no território que é hoje Alcoutim.
Exposição de tabuleiros de Jogos Islâmicos,Jogos intemporais, aqui se encontram representados os jogos que representam uma face lúdica da actividade humana desde tempos antigos
Ermida de Nossa Senhora da Conceição, edificada em data desconhecida, encontrava-se do lado de fora das
muralhas de Alcoutim, junto à Porta de Tavira; sofreu diversas obras,
destacando-se a sua total reedificação no Sec. XVI e a reconstrução da escadaria em traço Barroco no sec.XVIII.
A antiga alfândega de Alcoutim é um edifício já existente em meados do século XVI e
que terá sofrido algumas transformações e remodelações arquitectónicas. Está assinalado em três desenhos que José de Sande Vasconcelos fez da
praça de Alcoutim, nos finais do século XVIII. Num desses registos, o
edifício vem legendado como sendo “Casas do Juiz da Alfândega”. No século XX serviu de Posto da Guarda-fiscal. Encontrava-se devoluto
até ser reabilitado, recentemente, para aí funcionar o Serviço de
Finanças de Alcoutim.
Casa dos Condes é um edifício medieval, que terá sofrido algumas transformações
arquitectónicas realizadas pelos engenheiros militares, durante os
séculos XVII e XVIII. Tem uma escadaria de duplo acesso que interrompe a via
pública. No seu interior, existe um pequeno pátio, com um poço como
elemento central. Supõe-se que tenha sido a antiga residência dos Condes de Alcoutim,
depois da atribuição concedida aos primogénitos do Marquês de Vila Real
pelo Rei D. Manuel I em 1496.A Casa dos Condes foi remodelada em 1997/8 pela autarquia e, no seu interior, foram instaladas a biblioteca municipal e uma sala de exposições temporárias.
No cais vai encontrar a estátua do Guarda Fiscal que foi criada em 1885. Os jovens locais viam aqui uma actividade que lhes
permitia fugir ao trabalho árduo e pouco rentável da vida do campo e,
mais tarde, obter a almejada reforma, então regalia de poucos.
Do outro lado do cais encontra a estátua do contrabandista pois naturalmente que Alcoutim, como vila raiana, teve propensão para a actividade do contrabando, existindo ainda o contributo do factor
económico, já que a região era muito pobre.O contrabando fazia-se ao longo de toda a margem do rio. Trigo e outros cereais, figos, café, ovos e gado, entre outros produtos, passavam perto da vila, nas épocas em que afluíam os compradores a
Sanlúcar. Oriundo da Andaluzia, era importante o contrabando de tecidos e
de miolo de amêndoa No mês de Março é organizada uma feira em homenagem a esta actividade, nesses dias é montada uma ponte flutuante sobre o rio que permite a travessia para a outra margem a pé.
Também no cais encontra a estátua do pescador fazendo uma homenagem aos pescadores pois a pesca no Guadiana foi, desde sempre, uma actividade exclusivamente
artesanal, destinada à subsistência das populações ribeirinhas. As artes
da pesca utilizadas no Guadiana não variaram muito ao longo dos anos. A
Colher (já desaparecida), o conto, o letrache, as redes de tresmalho e a
tarrafa eram as principais artes usadas no rio.

Artesanato
Conhecer o artesanato de uma região é abordar o seu passado, sentir
as suas tradições e costumes, contactar com os seus valores ancestrais e
perceber o que se desenha hoje aos nossos olhos.
Apesar das actividades artesanais estarem a desaparecer um pouco por
todo o país, no concelho de Alcoutim ainda se confeccionam algumas das
mais tradicionais peças de linho, bordados e rendas, e mantêm-se outras actividades tradicionais, como a cestaria em cana, a olaria ou o
sapateiro. Aqui cresceu também um tipo de artesanato mais recente,
resultante da capacidade de adoptar, adaptar e inovar técnicas
artesanais. É o caso das bonecas de juta (Oficina Flor da Agulha),
simbolizando figuras típicas da região, e das flores de palha de milho
(Santa Justa), das flores em esteva trancada (Barrada), bem como nas
mais variadas peças de barro (Cortes Pereiras).
Alojamento
Poderá encontrar na zona de Alcoutim vários hotéis, turismos rurais, alojamentos locais e uma pousada da juventude.
Gastronomia
Encontrará por todo o concelho de Alcoutim nas ementas dos restaurantes e tascas diversos pratos típicos da gastronomia
da região, com destaque para os pratos à base de
caça e de porco preto, o ensopado de borrego, as sopas de tomate, as
migas com carne de alguidar, o cozido de grão, o ensopado de enguias entre muitas outras
iguarias.
Comentários
Postar um comentário